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Postado em 18 de Junho às 17h28

O xadrez da compra de fertilizantes depois da guerra no Irã

A guerra no Irã provocou mudanças no mercado global de fertilizantes e levou o Brasil a buscar novos fornecedores e alternativas mais competitivas.

Nos fertilizantes nitrogenados, as importações da Nigéria caíram 44% entre janeiro e abril de 2026. Em contrapartida, a China assumiu maior protagonismo, impulsionada pela oferta de sulfato de amônio, enquanto a Rússia manteve participação relevante. A alta da ureia e a perda de competitividade do produto nigeriano contribuíram para essa mudança.

Já nos fertilizantes fosfatados, o Marrocos ampliou suas exportações para o Brasil em quase 40%, beneficiado por preços mais atrativos e grande disponibilidade de matéria-prima. Ao mesmo tempo, Egito, Rússia e China perderam espaço.

Outro destaque foi o crescimento das importações de Superfosfato Triplo (TSP), que ganhou competitividade diante dos altos preços do MAP e das relações de troca menos favoráveis ao produtor.

O cenário demonstra como os conflitos geopolíticos continuam influenciando o comércio global de fertilizantes e redefinindo as estratégias de compra do agronegócio brasileiro.

 

Fonte de pesquisa: theagribiz.com

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