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Postado em 15 de Maio às 16h03

Clima acende alerta para reta final da safrinha

O clima voltou a ganhar protagonismo nas discussões do agronegócio neste mês de maio, após um abril marcado por distribuição irregular de chuvas no Brasil e condições mais positivas para o avanço do plantio nos Estados Unidos. De acordo com levantamento do Itaú BBA, o cenário climático brasileiro contribuiu para acelerar a colheita da soja, mas aumentou a apreensão em relação ao desenvolvimento da segunda safra de milho.

Dados do relatório apontam que, em abril, os índices de precipitação ficaram abaixo do observado no mesmo período de 2025 em importantes regiões produtoras do país, principalmente no Centro-Oeste e no Sudeste. Entre os estados mais impactados pela irregularidade das chuvas estiveram Goiás e Minas Gerais.

A redução das precipitações favoreceu o andamento da colheita da soja e do milho verão, porém elevou os riscos para as lavouras de milho safrinha que ainda estão em fase de desenvolvimento. Em Mato Grosso, os volumes registrados foram considerados suficientes para manter o potencial produtivo das lavouras. Já em Goiás, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, produtores enfrentaram situações de estresse hídrico.

As previsões para o restante de maio indicam um cenário de grande oscilação nas chuvas. Os maiores acumulados devem se concentrar nas regiões Sul e Sudeste, enquanto a faixa central do país segue em alerta devido à necessidade de precipitações regulares para garantir o enchimento adequado dos grãos.

No mercado internacional, as condições climáticas nos Estados Unidos favoreceram o avanço do plantio de soja e milho. O aumento das temperaturas acima da média no Meio-Oeste norte-americano acelerou o preparo do solo e permitiu um início de semeadura mais antecipado em comparação aos últimos anos.

O levantamento também destacou informações da NOAA, agência climática dos Estados Unidos, indicando probabilidade de 61% de transição das condições neutras para o fenômeno El Niño entre maio e julho, com possibilidade de permanência até o final de 2026. Para os produtores brasileiros, o comportamento climático deve continuar sendo um dos principais fatores de atenção tanto para a reta final da safrinha quanto para o planejamento da próxima temporada agrícola.

 

Fonte de pesquisa: agrolink.com.br

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